RELAÇÕES ABERTAS





Um assunto muito controverso que arrasta grandes defensores assim como muitos contrários, cada um com seus motivos. Neste artigo vou expressar a opinião deste humilde psicanalista,baseada na experiência no atendimento de muitos casais nesta condição.

1 – Funcionamento

De certo modo cada casal costuma ditar suas próprias regras. Muito difícil ter um padrão a ser adotado. E interessante que mesmo quando não concordam com alguma coisa, o grande propósito da abertura da relação, que é ter outros ou outras parceiras, jamais fica prejudicada.

Não pode levar para casa, não passa a noite fora, lá não e assim cada casal dita suas regras e com base em muita conversa acordam como vai ser.

Alguns casos as ações são contadas com detalhes entre eles, o que já ouvi relatos que isto provoca mais excitação entre o casal, melhorando o relacionamento.

Outros já não gostam de ouvir como cada parceiro agiu com a outra pessoa, mas tem a preocupação de estar tudo bem e atingido uma satisfação.

2 – Entendimento

O nível de entendimento, compreensão, aceitação e tudo mais que remeta ao paciência tem que ser usado ao extremo pelas duas partes.

Uma pessoa com o mínimo de sentimento possessivo não tem a menor condição de estar em uma relação aberta.

Com certeza é algo difícil de entender para quem está de fora da relação, tanto da condição geral quanto do prazer que a maioria dos casais desfrutam com o sistema aberto.

Como eu disse, a maioria, pois em alguns casos um dos parceiros tem uma certa dificuldade de aceitação, principalmente quando o outro está em uma fase muito boa, e conseguindo relacionar com várias pessoas.

Sempre desperta uma competição que ninguém quer perder, mas também não quer vencer, pois significaria que o parceiro perdeu. Isso é ruim, pois o grande propósito é o prazer.

Sufocar esse sentimento de competição de algumas pessoas envolvidas é muito difícil e quando o parceiro não percebe acaba agravando ainda mais a condição.

Apesar de abrirem para que se relacionem com outras pessoas e que no final da noite voltem para casa, não é para qualquer pessoa.

É necessário muita cabeça aberta ou uma necessidade maior.


3 – Necessidade maior.

Agora que entra meu comentário baseado no que já atendi.

Sempre que casais se colocam com uma relação aberta, costumo ouvir um e outro, as vezes separados e em dias diferentes.

Não é incomum os pensamentos não baterem totalmente quanto ao sistema adotado, os resultados obtidos e satisfação de cada um.

Claro que existem casais que estão muito bem assim. Mas o que consigo notar é que normalmente quando partem para esta condição é por que existe uma necessidade maior de estarem juntos.

Já tive casos em que a paixão dele por ela era tanta que depois de várias traições, não querendo perde-la de forma alguma mas sem condição de aceitar mais as traições, abriram a relação.

Ela atendia a necessidade de outros parceiros, natural ter essa vontade, enquanto ele a mantinha por perto.

Outro exemplo de uma necessidade maior e que tem uma frequência mais intensa é a financeira. A conveniência financeira faz com que abrindo a relação, não percam a condição atual e ainda consigam prazeres externos.

Mas eu sempre questiono uma coisa. Se é pra ficar com a relação aberta, ou seja, poder toda e qualquer pessoa que quiser. Por que ficar atrelado a outra pessoa?

A liberdade de não dar satisfação amorosa pra ninguém é impagável. Que a condição financeira caia, mas a liberdade é muito mais cara que isso.

Em alguns casos quando percebo que a balança pende pada um lado ou outro, costumo recomendar a liberdade total. Que provem a satisfação de ficar sozinho, ou com quiser, sem manter atuação perante sociedade e família que muitas vezes não aceitam.

Liberdade é a aquilo que se não existisse teria que ser inventada.


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