A guerra de ideias



A guerra de ideias está no ar entre os governistas e oposicionistas em quase todos os setores do Estado.

Uma guerra é feita de várias batalhas e cada uma pode ser analisada isoladamente ou como uma sequencia.

1 – A batalha de um homem só

Recentemente o ministro Paulo Guedes fez uma apresentação que acabou em confusão na Câmara dos deputados, quando apresentava as regras da proposta para a previdência social. Deixando de lado os méritos e deméritos da proposta, nosso foco é nas estratégicas de batalha que estão sendo usadas.

Antes dessa batalha ele fez alguns pronunciamentos, discursos dirigidos e entrevistas coletivas que só aguçaram as expectativas da oposição, e armou o adversário contra ele.

Em uma estratégia que se mostrou totalmente errada, segundo ele, foi para este embate com a Câmara, com explicações na ponta da língua, argumentos convincentes e boa vontade de esclarecer tudo.

Uma chuva de questionamentos da oposição fez com que os ânimos e o respeito fosse colocado de lado e partindo para ofensas, logo após ser chamado de Tchuchuca pelo deputado Zeca Dirceu.

A leitura pós embate que deve ser feito ao final de cada batalha foi feito e chegaram a uma conclusão que considero mais um erro.

2 – A segunda batalha

A analise da primeira batalha feita pela equipe do ministro foi de que a culpa do ocorrido foi a falta de deputados a favor da reforma, que deixaram o ministro isolado nas questões, e assim deixando a parte mais fraca.

A estratégia agora adotada para a segunda batalha foi de aumentar o contingente de deputados a favor para que as perguntas fossem intercaladas e assim igualasse a pendenga.

Uma estratégica militar, que aumenta o contingente para enfrentar o inimigo de frente. Esta estratégica foi utilizada por Napoleão que através de seus espiões obtinha o numero de inimigos e atacava com um numero maior de soldados.

A estratégia mostrou-se ineficaz mais uma vez. Não adiantou equilibrar o numero de elementos, pois mais uma vez acabou em discussões e nada acertado, além de criar assunto para mais uns dias na imprensa que vai se deliciar com as ofensas trocadas.

E os apoiadores dos dois lados vão nas redes sociais, com aqueles posts cheios de malicias, de #isso ou #aquilo.

Apesar desta gestão afirmar através do ministro da educação, que não gosta de Filosofia e Sociologia, visto o seu ultimo discurso para explicar os cortes de verba, que mais parecia um briefing de esquadrão de policia antes de uma ação, a solução pode estar nestas idéias.

3 – Aristóteles

Por experiencia e aprendizado mostram que toda vez que se vai par uma negociação ou uma batalha de ideias para explicar o seu lado e pronto para ceder em algo, não chega a lugar nenhum.

A não ser que o que esteja disposto a sedes seja extremamente vantajoso ao outro lado. O que normalmente não é possível.

É necessário conhecer e ouvir o outro lado, para que depois se estabeleça a proposta. Quado você cria uma proposta e quer impor, mesmo através do entendimento, da argumentação, razão ou qualquer outro motivo nobre, jamais será aceito em sua totalidade pelo outro lado.

Para isto não podemos nos basear por exemplo em Nietzche que a ideia de libertar deve ser livre de de forma forma de controle da cultura ou ética. Mas Aristóteles  criou a doutrina do Meio-termo.

Uma doutrina muito simples que teve papel muito importante na criação da Democracia Grega, que teve protagonistas como Sócrates, Péricle e Clístenes.

A doutrina do meio termo nada mais é do que ouvir as partes, abrir ao dialogo e entendimento, impor e ceder de forma que todos os envolvidos cheguem a um meio termo onde seja aceitável.

Quem disse que filosofia não serve pra nada?

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