PROGRAMA CAMINHOS PAULISTAS

Apoio técnico, manutenção permanente e decisões mais
próximas dos municípios
Estradas municipais precisam de atenção permanente
Milhares de quilômetros de estradas vicinais e rurais estão sob responsabilidade dos municípios paulistas. São vias essenciais para o transporte escolar, o acesso aos serviços de saúde, o deslocamento das comunidades rurais, o escoamento da produção e a ligação entre pequenas cidades.
O Programa Caminhos Paulistas não trata das rodovias estaduais administradas diretamente pelo Estado ou concedidas à iniciativa privada. Seu foco são as estradas pertencentes aos municípios, especialmente as vicinais, as vias rurais não pavimentadas, as pontes e os acessos que ainda carecem de projetos, manutenção e investimentos.
Embora essas estradas sejam municipais, muitas prefeituras não possuem recursos, equipamentos ou equipes técnicas suficientes para conservá-las. Quando precisam do apoio estadual, enfrentam dificuldades para elaborar projetos, cumprir exigências, obter aprovações e acessar os programas disponíveis.
O resultado é conhecido: a manutenção chega depois que a estrada já está comprometida, a erosão avançou, a ponte apresenta riscos ou a chuva interrompeu o acesso de uma comunidade.
Uma nova forma de apoiar os municípios
O programa propõe uma estrutura estadual permanente de apoio técnico e operacional às prefeituras, utilizando as Divisões Regionais do DER como ponto de contato entre o Estado e os municípios.
A sede do DER continuará responsável pelas diretrizes estaduais, normas técnicas, critérios de segurança, planejamento estratégico, auditoria e aprovação das intervenções de maior complexidade.
As regionais, por sua vez, deverão receber estrutura e autonomia para:
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Atender diretamente as prefeituras;
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Conhecer e organizar as demandas municipais;
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Realizar análises preliminares;
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Acompanhar a elaboração dos projetos;
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Aprovar soluções padronizadas dentro dos limites delegados;
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Fiscalizar obras e serviços;
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Coordenar o atendimento a emergências;
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Monitorar estradas, pontes, drenagem e pontos críticos;
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Encaminhar à sede apenas as questões de maior complexidade.
Não se pretende retirar do DER sua autoridade técnica. O objetivo é distribuir melhor as responsabilidades, permitindo que a sede se concentre nas decisões estratégicas e que as regionais resolvam com mais rapidez as demandas que conhecem de perto.
“Diretrizes estaduais, decisões regionalizadas e execução próxima dos municípios.”
Parcerias regionais sem novos pedágios
Para garantir continuidade aos serviços, o Estado poderá estruturar Parcerias Público Privadas por regiões.
Nesse modelo, empresas ou consórcios serão contratados para executar um conjunto permanente de serviços, e não apenas obras isoladas. Os contratos poderão envolver projetos, levantamentos técnicos, recuperação inicial, conservação preventiva, inspeção de pontes, manutenção da drenagem e atendimento emergencial.
As estradas continuarão pertencendo aos municípios. A participação de cada prefeitura será voluntária, mediante convênio, consórcio público ou outro instrumento legalmente adequado.
A empresa contratada ficará responsável pela execução dos serviços. A aprovação dos projetos, a fiscalização e as decisões públicas permanecerão sob responsabilidade do Estado e dos municípios. Também deverá existir supervisão independente para medir a qualidade dos trabalhos.
Essa modalidade é conhecida como PPP administrativa. Diferentemente das concessões rodoviárias tradicionais, ela não depende da cobrança de tarifa dos usuários.
O programa não propõe novos pedágios em estradas municipais, vicinais ou rurais.
Os pagamentos serão realizados pelo poder público e estarão vinculados ao cumprimento de metas e à qualidade dos serviços. O modelo deverá observar a Lei Federal das PPPs e a legislação paulista sobre parcerias público privadas.
O que o programa poderá oferecer
Cada região terá um plano próprio, elaborado a partir das necessidades apresentadas pelos municípios. Entre os serviços previstos estarão:
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Cadastro atualizado das estradas municipais;
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Levantamento das pontes, galerias e pontos de erosão;
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Apoio para elaboração e revisão de projetos;
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Estudos topográficos, geotécnicos, hidrológicos e ambientais;
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Recuperação de estradas vicinais pavimentadas;
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Adequação de estradas rurais não pavimentadas;
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Conservação periódica e preventiva;
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Melhoria do revestimento e estabilização do solo;
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Recuperação e substituição de pontes;
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Implantação e manutenção da drenagem;
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Correção de erosões e proteção dos cursos d’água;
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Sinalização dos trechos prioritários;
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Atendimento emergencial após chuvas intensas;
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Disponibilização regional de equipes, máquinas e equipamentos;
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Monitoramento digital das condições das vias.
A pavimentação poderá ser realizada nos trechos em que houver justificativa técnica, econômica e ambiental. Nas demais situações, serão adotadas soluções de engenharia adequadas ao volume de tráfego, ao tipo de solo e às características de cada região.
Prioridades definidas com critérios técnicos
Cada prefeitura indicará suas necessidades e ajudará a identificar as vias mais importantes para a população. As Divisões Regionais organizarão essas informações em planos de atendimento.
A prioridade deverá considerar:
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Comunidades atendidas;
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Rotas do transporte escolar;
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Acesso a unidades de saúde;
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Escoamento da produção;
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Ligações entre municípios;
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Risco de isolamento durante as chuvas;
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Condições das pontes e da drenagem;
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Frequência de interrupções;
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Importância econômica e social;
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Risco de erosão e degradação ambiental.
Esses critérios deverão ser públicos. Dessa forma, a seleção das intervenções não dependerá apenas de pedidos isolados, mas de uma programação regional transparente.
Manutenção antes da emergência
Um dos principais objetivos do programa é substituir a cultura do reparo emergencial pela manutenção preventiva.
As estradas serão inspecionadas periodicamente. Pontes, galerias, bueiros e sistemas de drenagem terão acompanhamento técnico. Os defeitos deverão ser corrigidos antes que se transformem em grandes obras ou provoquem a interrupção do tráfego.
Essa mudança reduz custos, aumenta a durabilidade das intervenções e protege a população. Também permite que as empresas contratadas sejam avaliadas pela condição das estradas durante todo o contrato, e não apenas pela entrega inicial de uma obra.
Pagamento vinculado ao resultado
As empresas não serão remuneradas somente pela quantidade de serviços executados. Parte do pagamento dependerá da qualidade e da disponibilidade das estradas atendidas.
Serão considerados indicadores como:
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Condição de circulação das vias;
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Redução dos pontos críticos;
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Funcionamento da drenagem;
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Número de pontes inspecionadas;
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Tempo de resposta às emergências;
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Cumprimento dos prazos;
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Durabilidade das intervenções;
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Redução das interrupções de tráfego;
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Qualidade dos projetos;
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Avaliação dos municípios atendidos.
Se o serviço não alcançar os padrões estabelecidos, haverá redução do pagamento e aplicação das penalidades previstas no contrato.
A empresa responsável pela execução não poderá fiscalizar ou aprovar o próprio trabalho. A supervisão técnica deverá permanecer independente do parceiro privado.
Recursos sem cobrança de pedágio
O programa poderá reunir diferentes fontes de financiamento:
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Orçamento estadual;
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Emendas parlamentares estaduais e federais;
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Recursos destinados à infraestrutura e ao desenvolvimento regional;
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Programas estaduais de recuperação de vicinais;
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Recursos do Melhor Caminho e do Rotas Rurais;
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Fundos voltados à proteção hídrica e ao combate à erosão;
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Recursos de prevenção e resposta da Defesa Civil;
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Financiamentos nacionais e internacionais;
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Contrapartidas municipais proporcionais à capacidade de cada prefeitura;
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Instrumentos de garantia previstos no Programa Estadual de PPPs.
Nenhuma contratação deverá ocorrer sem estudos de viabilidade técnica, econômica, jurídica, ambiental e fiscal. Os compromissos financeiros precisarão estar previstos no planejamento e no orçamento do Estado.
Integração com programas existentes
O Programa Caminhos Paulistas não pretende substituir o Melhor Caminho, o Rotas Rurais ou os programas estaduais de recuperação de estradas vicinais. A proposta é integrar essas iniciativas em uma estrutura regional permanente.
O Melhor Caminho, criado em 1997, já trabalha com conservação de estradas rurais, proteção do solo, controle de erosões e apoio aos municípios. O Estado também possui experiência em recuperação de vias municipais por meio do programa Novas Estradas Vicinais.
O novo programa acrescentará continuidade, planejamento regional e manutenção preventiva. Em vez de cada ação funcionar de forma isolada ou atender somente alguns trechos, as iniciativas existentes poderão fazer parte de uma estratégia permanente para toda a malha municipal participante.
Não estamos começando do zero. Estamos organizando o que já existe, fortalecendo as regionais e aproximando o apoio estadual das cidades que mais precisam.
Implantação gradual
O programa poderá começar em duas ou três Divisões Regionais, escolhidas com base em critérios técnicos e na diversidade das condições municipais.
A primeira etapa deverá incluir:
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Cadastro das estradas, pontes e pontos críticos;
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Definição das atribuições delegadas às regionais;
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Adesão voluntária das prefeituras;
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Organização das prioridades;
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Estudos de viabilidade da PPP;
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Consulta pública e controle jurídico;
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Contratação e acompanhamento dos resultados.
Depois da avaliação dos projetos-piloto, o modelo poderá ser aperfeiçoado e ampliado para outras regiões do Estado.
Compromisso do mandato
O deputado estadual não executa diretamente obras municipais e não substitui as atribuições dos prefeitos ou do Governo do Estado.
O papel do mandato será trabalhar para aperfeiçoar a legislação, garantir recursos no orçamento, fiscalizar os programas estaduais e aproximar as prefeituras dos órgãos responsáveis pelas decisões.
Nosso mandato trabalhará para que os municípios tenham projetos, recursos, equipamentos e apoio técnico para cuidar das estradas vicinais e rurais utilizadas diariamente pela população.
Síntese da proposta
O Programa Caminhos Paulistas fortalecerá as Divisões Regionais do DER para apoiar as prefeituras na conservação de vias que pertencem aos municípios.
A sede manterá as diretrizes, os padrões técnicos e o controle estratégico. As regionais terão mais condições para atender os prefeitos, acompanhar projetos, fiscalizar serviços e decidir sobre demandas operacionais.
Por meio de PPPs administrativas, será possível reunir projetos, manutenção, prevenção e atendimento emergencial em contratos regionais, com pagamento por desempenho e sem novos pedágios.
“Menos distância entre o problema e a decisão. Mais planejamento, prevenção e presença do Estado nos municípios.”
Referências legais e institucionais
Lei Federal nº 11.079/2004 — normas gerais para PPPs • Lei Estadual nº 11.688/2004 — Programa de PPPs do Estado de São Paulo • Decreto Estadual nº 26.673/1987 — regulamento do DER-SP • Decreto Estadual nº 41.721/1997 — Programa Melhor Caminho • Decreto Estadual nº 65.183/2020 — Cidadania no Campo — Rotas Rurais