PROGRAMA MUNICÍPIO DAS ÁGUAS

Água segura, saneamento e prevenção para o interior paulista
Integrar o que já existe, preencher as lacunas e ajudar as pequenas prefeituras a transformar necessidades em projetos, recursos e resultados para a população.
Por que o programa é necessário?
São Paulo já possui programas, fundos, órgãos técnicos e instrumentos voltados ao abastecimento de água, ao esgotamento sanitário, à proteção dos recursos hídricos, à recuperação ambiental e à prevenção de desastres. O desafio não é começar do zero, mas fazer com que essa estrutura trabalhe de maneira coordenada e seja mais acessível aos municípios do interior.
Muitas prefeituras conhecem seus problemas, mas possuem equipes reduzidas e dificuldades para realizar levantamentos, contratar estudos, elaborar projetos executivos, obter licenças, preparar orçamentos e cumprir as exigências necessárias para acessar financiamentos. Assim, o recurso pode existir, mas não chegar ao município porque falta o projeto; e o programa pode estar disponível, mas permanecer distante porque faltam orientação e capacidade técnica para percorrer suas etapas.
Enquanto isso, redes continuam perdendo água, reservatórios se tornam insuficientes, bairros e comunidades aguardam atendimento, sistemas de tratamento precisam ser ampliados e problemas de erosão, assoreamento e drenagem se agravam. O Programa Município das Águas propõe romper esse ciclo.
O que é o Programa Município das Águas?
O Programa Município das Águas será uma proposta de apoio técnico integrado. Sua função será atuar como porta de entrada entre as necessidades municipais e os instrumentos disponíveis no Estado, organizando demandas, apoiando diagnósticos e projetos, indicando fontes de financiamento e acompanhando os resultados.
A proposta não substituirá os programas existentes nem criará uma estrutura paralela para repetir o que já é feito. Ela buscará integrar ações, preencher lacunas e garantir que os municípios de menor capacidade técnica e financeira não permaneçam em desvantagem.
Frentes de atuação
Reduzir perdas nos sistemas de abastecimento, com setorização, medição, controle de pressão, pesquisa de vazamentos e substituição de redes críticas.
Ampliar e modernizar redes, reservatórios e sistemas de tratamento de água e esgoto.
Apoiar soluções para distritos, comunidades rurais e áreas afastadas das redes urbanas.
Proteger nascentes e mananciais, recuperar matas ciliares e promover a conservação do solo.
Combater erosões e assoreamentos, integrando intervenções urbanas, rurais e ambientais.
Aprimorar a drenagem e prevenir enchentes por meio de estudos, manutenção e obras corretamente dimensionadas.
Preparar as cidades para estiagens, chuvas intensas e outros eventos climáticos.
Monitorar metas, investimentos e benefícios efetivamente entregues à população.
Como funcionará
A prefeitura poderá apresentar sua necessidade sem possuir previamente um projeto executivo completo. A partir daí, o atendimento seguirá um percurso organizado:
Identificação da demanda — registro do problema, da localização e da população afetada.
Diagnóstico preliminar — avaliação técnica inicial para compreender causas, riscos e alternativas.
Definição de prioridades — classificação conforme urgência, impacto social, risco e capacidade financeira municipal.
Integração institucional — identificação do programa, órgão, fundo ou linha de financiamento mais adequada.
Preparação técnica — apoio a levantamentos, estudos, licenciamento, orçamento e projetos executivos.
Viabilização e acompanhamento — articulação dos recursos, acompanhamento da contratação e fiscalização dos resultados.
Integração com programas e instrumentos existentes
O programa organizará o acesso às iniciativas existentes e promoverá uma visão integrada do território. Cada instrumento continuará cumprindo sua finalidade; o Município das Águas ajudará a direcionar a demanda e conectar as ações.
Universaliza SP
Estudos e estruturação dos serviços de água e esgoto.
Aproximar municípios, organizar demandas e aproveitar os estudos e soluções disponíveis.
FEHIDRO
Financiamento de estudos, projetos e obras de recursos hídricos.
Preparar propostas para saneamento, drenagem, mananciais e recuperação de bacias.
Água Limpa
Implantação e melhoria de sistemas de tratamento de esgoto.
Direcionar municípios a soluções compatíveis com seu porte e capacidade operacional.
Rios Vivos
Desassoreamento e recuperação de rios e córregos.
Associar a intervenção no curso d’água ao controle da erosão e da produção de sedimentos.
Nascentes e Refloresta-SP
Restauração de vegetação nativa, matas ciliares e áreas estratégicas.
Priorizar áreas de abastecimento e integrar restauração, conservação do solo e segurança hídrica.
Município Resiliente
Fortalecimento das Defesas Civis e preparação para riscos.
Conectar prevenção, drenagem, erosões, monitoramento e sistemas de alerta.
Prevenção de Desastres e Riscos Geológicos
Mapeamento e identificação de áreas vulneráveis.
Usar cartas geotécnicas e estudos de risco para orientar prioridades e projetos.
Melhor Caminho
Recuperação e conservação de estradas rurais.
Integrar melhorias viárias, drenagem rural, controle de erosão e proteção de mananciais.
SP Águas
Gestão, outorgas, fiscalização e segurança dos recursos hídricos.
Apoiar o planejamento regional e a articulação com os comitês de bacia.
Sala de Situação de São Paulo
Monitoramento de chuvas, vazões, rios e condições hidrológicas.
Antecipar estiagens, enchentes e situações críticas de abastecimento.
Comitês de Bacias Hidrográficas
Planejamento regional e definição de prioridades.
Conectar demandas municipais aos planos de bacia e ao financiamento regional.
ARSESP
Regulação e acompanhamento dos serviços de água e esgoto.
Usar indicadores de qualidade, continuidade, eficiência e perdas para avaliar resultados.
Critérios de prioridade
Os recursos e o apoio técnico deverão seguir critérios objetivos e transparentes, evitando que o atendimento dependa apenas da capacidade política ou administrativa de cada município. Serão considerados:
população atingida e frequência do problema;
índice de perdas e risco de desabastecimento;
insuficiência da coleta ou do tratamento de água e esgoto;
existência de moradias, escolas, hospitais e outros equipamentos em áreas de risco;
gravidade das erosões, recorrência de enchentes e impacto sobre mananciais;
capacidade técnica e financeira do município;
alcance regional e benefício esperado da intervenção.
Pequenos municípios, distritos e comunidades rurais receberão atenção específica, justamente por enfrentarem maiores dificuldades para elaborar projetos e disputar investimentos.
Modalidades de apoio
Assistência técnica — diagnóstico, orientação, estudos preliminares e definição de alternativas.
Elaboração de projetos — levantamentos topográficos, estudos hidrológicos, investigações geotécnicas, projetos de redes, reservatórios, tratamento, drenagem e controle de erosão.
Viabilização das intervenções — busca de financiamento ou cofinanciamento, com contrapartidas compatíveis com a capacidade municipal.
Acompanhamento e transparência — fiscalização, indicadores, prestação pública de contas e avaliação dos resultados.
Benefícios diretos para a população
mais segurança e continuidade no abastecimento;
menos água tratada desperdiçada e menor gasto de energia e recursos públicos;
ampliação da coleta e do tratamento de esgoto;
proteção de nascentes, rios, reservatórios e propriedades rurais;
redução de erosões, assoreamentos, alagamentos e riscos;
canais para comunicar vazamentos e acompanhar serviços;
campanhas de uso consciente da água e orientação para conservação;
divulgação de áreas de risco, planos de emergência e sistemas de alerta;
prestação de contas sobre projetos, obras e resultados.
O papel do mandato de deputado estadual
O deputado estadual não executa diretamente as obras municipais. Seu papel é representar a população, propor e aperfeiçoar políticas públicas, participar da definição do orçamento, apresentar emendas, fiscalizar o Poder Executivo e articular os diferentes níveis de governo.
Por isso, o compromisso do mandato será trabalhar para que as prefeituras tenham condições reais de desenvolver e executar suas soluções, atuando para:
defender a criação ou o aperfeiçoamento do Programa Município das Águas como instrumento de integração e assistência técnica;
apresentar emendas e defender dotações orçamentárias para estudos, projetos e intervenções prioritárias;
articular prefeituras, órgãos estaduais, comitês de bacia e instituições técnicas;
cobrar critérios transparentes para o atendimento e a distribuição dos recursos;
acompanhar contratos, metas e investimentos, fiscalizando sua aplicação;
defender que prevenção e manutenção se tornem políticas permanentes, e não apenas respostas emergenciais.
Resultados que deverão ser medidos
Cada investimento deverá produzir benefícios verificáveis. Entre os indicadores estão a redução das perdas e das interrupções, o volume de água economizado, o aumento da preservação, as famílias atendidas, a extensão das redes implantadas ou recuperadas, a ampliação do tratamento de esgoto, as nascentes e áreas de mananciais recuperadas, as erosões estabilizadas, as áreas protegidas contra enchentes e a redução dos gastos emergenciais.
Planejamento antes da emergência
Não podemos esperar a torneira secar para discutir segurança hídrica, aguardar a erosão destruir uma estrada para conservar o solo ou aceitar que as enchentes sejam tratadas como inevitáveis. Precisamos reduzir perdas antes de ampliar a captação, planejar reservatórios antes dos períodos críticos, proteger nascentes antes que os mananciais sejam comprometidos e preparar projetos antes que as oportunidades de financiamento apareçam.
Não estamos propondo inventar a roda. Estamos propondo organizar o caminho e fazer com que os programas, o conhecimento técnico e os recursos existentes cheguem com mais eficiência aonde ainda são necessários.
Programa Município das Águas
Integrando conhecimento, projetos e recursos para garantir água segura, saneamento e prevenção em todos os municípios paulistas.